
Há mais de 500 anos, o médico e alquimista Paracelso causava sensação ao lançar luz sobre as consequências do comportamento humano diante de problemas, sentimentos ruins, maus hábitos físicos e de pensamento. Atrair sucesso, dinheiro e melhores condições de vida é o desejo de muitas pessoas desde milhares de anos atrás. É o que ensinava o alquimista que viveu entre os anos de 1493 e 1541. Seu pensamento é a base de muitas doutrinas que até hoje sobrevivem em forma de ordens místicas.
São atribuídos diversos pensamentos a Paracelso. Entre eles, uma regra para o bem viver bastante atual, mesmo depois de cinco séculos. Vamos comentá-las:
Regra 1 – Se, por um espaço de alguns meses, observares rigorosamente as prescrições, que se seguem, ver-se-á operar em tua vida uma mutação tão favorável que nunca mais poderás esquecê-las.
A verdadeira alquimia é uma transformação que se dá de modo paulatino, rítmico, e sem saltos. Nesses tempos modernos, de ritmo frenético, ainda vale a máxima A Natureza não dá saltos. Um ritual praticado periodicamente, no mesmo instante, obedecendo a um ritmo constante, pode fazer com que a realidade pessoal sofra alterações significativas.
Regra 2 – Deverás respirar, com a maior frequência possível, profunda e ritmicamente, enchendo os pulmões, ao ar livre ou defronte de uma janela aberta. Beber quotidianamente, a pequenos goles, dois litros de água, pelo menos; comer muitas frutas; mastigar bem os alimentos; evitar o álcool, o fumo e os medicamentos, salvo em caso de moléstia grave. Banhar-se diariamente é um hábito que deverás à tua própria dignidade.
Hoje em dia, essas práticas são recomendadas por todos os médicos. Há quem exercite diariamente a respiração profunda, pela manhã, logo ao acordar. Chega a ser uma prática ritualística. A renovação do ar dos pulmões também tem algo de místico. Em relação a água e sua ingestão, trata-se de um ‘elemento’ alquímico de grande importância. A água é capaz de ser ‘imantada’ por pensamentos e emoções, como vemos nas pesquisas recentes do Dr. Emoto. Alimentar-se de frutas também inclui o terceiro elemento no corpo humano – a terra. Depois de um certo tempo dessas práticas, certamente advém uma mudança significativa no dia a dia pessoal.
Regra 3 – Banir de teu ânimo, por mais razões que tenhas, toda a ideia de pessimismo, vingança, ódio, tédio, ou tristeza. Fugir como da peste, ao trato com pessoas maldizentes, invejosas, indolentes, intrigantes, vaidosas ou vulgares e inferiores pela natural baixeza de entendimentos ou pelos assuntos sensualistas que são a base de suas conversas ou reflexos dos seus hábitos.
Aqui começamos a limpeza, não do corpo, mas da alma. Pensamentos são vibrações poderosas. Os sentimentos negativos potencializam a atração de problemas. São como lama que se agarra aos pés, impedindo a evolução do ser. Segundo afirmam, Paracelso atribuía a mudança deste fator como decisiva para a transformação de toda uma realidade. Não existe fatalidade. Mude pensamentos e sentimentos e mudará também o destino.
Regra 4 – Faze todo bem ao teu alcance. Auxilia a todo o infeliz sempre que possas, mas sempre de ânimo forte. Sê enérgico e foge de todo o sentimentalismo.
Esta regra nos adverte contra a fraqueza de ânimo. Pessoas infelizes e indolentes costumam agarrar-se a outros em busca de ajuda. Temos que ajudar, sim, mas a ajuda deve estar de acordo com a nossa capacidade. De outro modo, cederemos mais do que temos, o que provoca um desequilíbrio.
Regra 5 – Esquece todas as ofensas que te façam, ainda mais, esforça-te por pensar o melhor possível do teu maior inimigo. Tua alma é um templo que não deve ser profanado pelo ódio.
Manter a memória de ofensas é o mesmo que trazer para o presente os ataques sofridos dias, meses ou anos atrás. Uma situação que não se resolve. Um sentimento que prende no lodo do ódio as pernas de quem o cultiva. Mantém a ligação com o ‘inimigo’ e prejudica o desenvolvimento espiritual do próprio ser. Além de tudo, o ódio se espalha pelo sistema energético a ponto de provocar doenças, muitas vezes graves.
Regra 6 – Recolhe-te todos os dias, a um lugar onde ninguém te vá perturbar e possas, ao menos durante meia hora, comodamente sentado, de olhos cerrados, não pensar em coisa alguma.
Os orientais já perceberam o valor do silêncio. Alguns rituais esotéricos começam com uma solicitação para acalmar a mente antes dos trabalhos. A ausência de pensamentos é alvo de conquista por parte de praticantes de Yoga. Artistas, publicitários e músicos também conseguem lampejos de inspiração depois de um período de silêncio. Tanto o cérebro, quanto o espírito, ficam mais fortes com esta prática. Disso resulta o sucesso desses artistas.
Regra 7 – Mantenha absoluto silêncio de teus casos pessoais.
As aventuras amorosas são temas de muitas obras artísticas. Aquele que alardeia a todos os cantos as suas peripécias sexuais acaba perdendo energia. Nada de útil advém deste tipo de comportamento a não ser a abertura de brechas para o desgaste. Certamente, isto prejudica o sucesso em qualquer atividade humana.
Regra 8 – Não temas a ninguém nem te inspire a menor preocupação a dia de amanhã. Mantém tua alma sempre forte e sempre pura e tudo correrá e sairá bem. Nunca te julgues sozinho ou desamparado.
Esta regra tem como base a Confiança. Um sentimento superior até mesmo ao da fé. É a certeza de que estamos sempre amparados por todo o universo. Não existe mal que possa atingir àquele que se mantém confiante.
Regra 9 – Não te queixes de nada e de ninguém. Domina os teus sentidos, foge da modéstia como da vaidade; ambas são funestas e prejudiciais ao êxito.
Quem não se deparou ainda com uma pessoa queixosa? Reclama de tudo e todos. Procura fazer com que o outro se sinta culpado pelas falhas que ele mesmo cometeu. Tanto a vaidade excessiva quanto a modéstia inibidora são prejudiciais ao ser que precisa agir. A ação correta pressupõe um equilíbrio entre as duas atitudes. Temos vários exemplos de destruição provocada pela vaidade. Bem como o excesso de modéstia, paralisante em alguns momentos. Evitar atitudes como essa contribui para o sucesso na vida.
Paracelso fez muito sucesso como curador de pessoas. De acordo com os textos atribuídos a ele, o alquimista valorizava a transcendência dos pensamentos. Para ele, o destino está em nossas próprias mãos.