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Fronteiras da ciência

Cientistas fazem bactéria “comer” CO²

Um tipo de bactéria comum no intestino humano é alvo de pesquisas de cientistas que pretendem desenvolver um ser capaz de se alimentar de dióxido de carbono

Uma bactéria pode ser a solução contra o aquecimento global. Pelo menos é essa a conclusão que podemos chegar depois da divulgação de um estudo israelense sobre a questão.

Mas não é qualquer bactéria. Cientistas israelenses desenvolveram uma espécie que se alimenta de  dióxido de carbono (CO²), um dos principais gases poluentes da atmosfera e um dos principais vilões do aquecimento global.

O estudo foi publicado pelo Instituto Weizmann de Ciência (WIS). Depois de testes de laboratório, as bactérias do tipo E.Coli passaram por uma reprogramação. Os pesquisadores alteraram o genoma com o objetivo de fazer com que o alimento principal dessas bactérias fosse alterado.

Com isso, as bactérias que antes tinham como alimento principal o açúcar mudaram de cardápio. Para alterar esta disposição alimentar, os cientistas forçaram a mudança através de experimentos em laboratório. Foram seis meses de adaptação ao novo alimento.

Tipo de bactéria

Os cientistas trabalharam com um tipo de bactéria comum na flora intestinal. A E. Coli tem como característica a facilidade com que se pode alterar o seu genoma. Algumas delas produzem a gastroenterite nos humanos.

O alimento principal se compõe de açúcares. A bactéria é um ser vivo de milhares de formas. Possuem apenas uma célula e de diversos formatos, como esferas, bastões e espirais.

Outra característica é o tamanho. Elas são tão minúsculas que é necessário um microscópio para que possam ser identificadas. E muitas delas são úteis aos seres humanos. E, ao que tudo indica, a E. Coli pode ganhar mais uma função, para que tenhamos uma vida melhor.