A Cabala Dogmática

Vamos procurar entender o significado de Dogma. As pessoas de um modo geral têm preconceito com a palavra dogmática. Uma coisa ou um ensinamento é Dogmático, quando é possível de ensinamento de explicações, mas sem a exigência de provas.
Estas provas poderiam ser impossíveis, inexistentes ou desnecessárias. Digamos remendando um exemplo, que alguém em sua melhor saúde e raciocínio, peça que lhe expliquem o significado da palavra “ontem”. Qualquer criança poderia explicar-lhe que ontem é ou foi o dia anterior de hoje. Pronto está explicado, mas provem… É um dogma…
A Cabala Dogmática é aquela parte mais atraente e melhor elaborada, por esta razão atrai as pessoas à discussão. Estimula milhares à tentativa de ampliação de sorte que; às vezes, a boa vontade de alongar uma explicação resulta em mutilação da ideia original.

 

A Alma

Foi naquela ocasião em que Moisés estava mergulhado na mais profunda elucubração mental dentro da cripta de Jethro, que ele esbarrou com uma atualidade inaudita: no Gênesis, Psique, a alma humana, é denominada Aishá, outra palavra para Eva. Seu lar é shamaim, “Céu”. Ali ela vive feliz e bem aventurada do Divino éter, embora destituída de autoconhecimento. Desfruta do Céu sem o compreender. Para compreender, precisa primeiro ter esquecido e, depois, lembrado; para amar, precisa primeiro ter perdido e, depois, reconquistado. Somente pela dor e a queda pode vir a conhecer e compreender.
Ele então se conscientizou de que Aishá desce a terra deste pedestal celeste para vestir a roupagem de mísero mortal. Atraída para o mundo material pelo desejo de conhecimento, de percepções, memória, emoção e de todos os atributos mortais; ela se deixa cair ou descer de sua elevada frequência para poder entrar em ressonância com as Vibrações Astrais deste plano. Assim, Aishá deixa de ser aquela alma pura de vibrações prístinas e entra no emaranhado das vibrações grosseiras, pesadas e veste uma indumentária de um corpo humano físico de carbono, azoto e amoníaco… Prende-se aosCiclos das Encarnações. É aqui que entendemos o sentido daquela balança formada pelas letras Alef, Mem e Shin; aquele sentido de equilíbrio explicado no capítulo II do Sêfer Ietsirá: uma balança com a virtude num prato e a criminalidade (erros, ofensas,
quedas, etc.) no outro. As regulagens desta balança não se dariam no sentido da direita para esquerda, porém no sentido de cima para baixo, de Deus para o Homem, de Kéter a Malkuth. Porque é quando Aishá ganha as faculdades mundanas e que perde suas sagradas, divinas e celestiais. É quando o ser humano medita, reza; libertando-se das realizações da matéria, purificando a sua mente que readquire aquelas qualidades perdidas na descida de segmento divino.

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